MEI ou ME: qual opção realmente faz você pagar menos impostos?

Neste artigo, vamos mostrar as diferenças entre MEI e ME, esclarecer quem pode e quem não pode ser MEI e indicar em quais situações cada regime pode representar menos impostos para o seu bolso.


O que é MEI (Microempreendedor Individual)?

O MEI é a forma mais simples e barata de formalizar um pequeno negócio no Brasil.

👉 Regras do MEI em 2025:

  • Faturamento anual de até R$ 81 mil
  • Permite contratar apenas 1 funcionário
  • Pagamento de um valor fixo mensal (entre R$ 71,60 e R$ 76,60, dependendo da atividade)
  • Atividades limitadas a uma lista definida pelo governo

📌 Vantagens: custo fixo baixo, obrigações simplificadas e acesso a benefícios previdenciários.
📌 Desvantagens: limite de faturamento, não atende todas as atividades, e pouca possibilidade de expansão.


Quem pode ser MEI e quem não pode?

✅ Pode ser MEI:

Profissionais da beleza e bem-estar como:

  • cabeleireiros
  • barbeiros
  • manicures e pedicures
  • esteticistas
  • depiladores
  • maquiadores
  • tatuadores

❌ Não pode ser MEI:

Profissionais da saúde, por exemplo:

  • médicos
  • dentistas
  • psicólogos
  • fisioterapeutas
  • nutricionistas
  • enfermeiros

Ou seja: se você é da saúde, precisa abrir direto como ME ou outra categoria empresarial.


O que é ME (Microempresa)?

A ME é a categoria indicada para quem ultrapassou os limites do MEI ou atua em atividades não permitidas.

👉 Regras da ME:

  • Pode faturar até R$ 360 mil por ano
  • Pode contratar mais funcionários
  • Permite atuar em uma gama muito maior de atividades
  • Pode optar por diferentes regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real

📌 Vantagens: mais liberdade para crescer, contratar e diversificar.
📌 Desvantagens: custos e burocracia maiores do que o MEI.


MEI ou ME: quem paga menos impostos?

👉 Quando o MEI paga menos:

  • Atividade permitida (exemplo: beleza, bem-estar, pequenos serviços)
  • Receita anual até R$ 81 mil
  • Negócio enxuto, sem necessidade de contratar mais de um funcionário

📌 Neste cenário, o MEI é imbatível: impostos baixos e fixos.


👉 Quando a ME paga menos:

  • Faturamento acima de R$ 81 mil/ano
  • Necessidade de contratar equipe
  • Profissionais da saúde, que não podem ser MEI
  • Negócios que querem crescer sem correr riscos de desenquadramento

No Simples Nacional, por exemplo, a alíquota inicial pode variar de 4% (comércio) a 6% (serviços). Para muitos empreendedores, isso ainda representa uma carga tributária acessível — e com liberdade para expandir.


Exemplo prático

  • Um esteticista que fatura R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil por ano) pode ser MEI, pagando cerca de R$ 75 fixos por mês.
  • Já um nutricionista que fatura o mesmo valor não pode ser MEI. Ele precisará abrir como ME no Simples Nacional, pagando alíquota a partir de 6%.

Ou seja: em alguns casos a diferença é legal (pode ou não ser MEI), e em outros, estratégica (vale a pena migrar para crescer sem riscos).


Conclusão

  • Se você atua em atividades permitidas para MEI e fatura até R$ 81 mil, essa é a opção mais barata.
  • Se você atua na saúde ou já ultrapassou o limite de faturamento, precisa migrar para ME — e com o suporte certo pode até pagar menos impostos do que imagina.

Na Vegyo Contabilidade, avaliamos cada caso de forma personalizada para encontrar o regime tributário mais econômico para você.

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